O fato é que a Record resolver fazer os ajustes em seus gastos, uma medida adotada de tempo em tempo para evitar abusos. De outro lado, como as horas extras estão proibidas, muitos voltam ao trabalho depois que registram saída para não serem prejudicados em suas funções. Será necessário encontrar o ponto de equilíbrio entre a necessidade da empresa e a realidade do cotidiano das equipes.
Um assunto que sempre está em alta durante as conversas informais nos corredores é a redução na quantidade de janelas comerciais, principalmente durante a guerra pela audiência dominical e horário nobre. Para não perder índices, os estrategistas da emissora diminuíram e cancelaram alguns intervalos, prejudicando a estratégia de venda de cotas e anúncios avulsos. Um sacrifício que é realizado de tempo em tempo para a Record manter as metas de audiência e segurar a fuga de telespectadores em momentos estratégicos, como o lançamento do reality “A Fazenda”. E lá nos corredores a piada é inevitável: “Eles cortaram os comerciais, ficam com menos dinheiro e agora quem paga o prejuízo é o funcionário comum, que não tem ligação a nenhuma panelinha”. Pode até não ser verdade, mas toda brincadeira reflete um pouco da realidade.
Por José Armando Vanucci do Parabolica JP
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